A Clássica-Lisboa

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Era uma vez um sonho

Há muito tempo que tinha o sonho de organizar um passeio de bicicletas clássicas em Lisboa. Finalmente esse sonho realizou-se.

Demorou tempo até haver uma decisão, muito, demorou tempo até planear o projeto, demorou tempo até marcar uma data. Demorou tempo a dar um passo em frente e perder o medo de que as coisas pudessem  correr mal. Falei com muita gente, que queria trazer para cá as experiencias que tinha no estrangeiro. Locais e passeios onde gosto tanto de ir e que me fazem feliz. Falei com o Pedro e com a Marie, com o Salvador, coma FPCUB, com o José Caetano, com a Irina e com o Carlos, falei e planiei com a Isa. Falei com o Tiago e com a Mariana da Magnésio e todos me apoiaram. E os meus receios foram-se esbatendo e a vontade de avançar foi cada vez maior. E falei com possíveis patrocinadores: Com o Museu da água, com o LIDL, com a Adega Mãe, com o Victoria Cycling Café. E todos eles , sem me conhecerem, sem que tivesse provas dadas apoiaram e apostaram neste sonho. E o sonho realizou-se.

Um turbilhão de emoções

Durante meses pensei no trajeto, alterei, voltei atrás, voltei a alterar. Durante meses pensei em como gerir pessoas diferentes, andamentos diferentes. Não queria um simples passeio à beira-rio, isso seria demasiado fácil e já muito visto. Queria que as pessoas sentissem pelo menos um pouco o prazer da conquista e da fadiga, que tivessem de se esforçar um pouco para merecer uma paisagem, uma vista bonita. Para que o almoço lhes soubesse bem e quando chegassem ao fim, um pouco cansados mas felizes, sentissem que valeu a pena , sentissem o prazer do descanso, de relaxar bebendo e comendo, convivendo com  com os amigos e companheiros de viagem que com eles partilharam a aventura. Porque a vida é uma partilha  e as coisas simples podem fazer-nos felizes. E fiquei muito feliz por ter conseguido fazer outros felizes, por ter conseguido que pessoas que nunca pensaram fazer um passeio de bicicleta com aquela dificuldade o tenham feito e  ficassem contentes por isso. Porque foi um dia de partilha e de camaradagem.

E as emoções, as minhas e as de quem me vinha dizer que tinha gostado muito e perguntar quando era a próxima. A angustia da véspera com o famigerado furacão que tudo ia partir, e nós sempre a acompanhar o dito e sem saber se havíamos de alterar. A Isa a dizer-me sempre que se a BBC dizia que não vinha para aqui é porque não vinha. A acreditar sempre. E a comida, o que vamos fazer á comida?  Mas tudo se compôs, a natureza ajudou-nos e levou o furacão para longe transformando o dia seguinte num dia de grande beleza.

O Dia

Começámos na Mãe d’Água, local lindíssimo e emblemático no centro de Lisboa, porque a água é vida, e aí partimos  rumo ao Monumento Nacional que é o Aqueduto das Águas Livres, livres as águas e os ciclistas que com as suas bicicletas voavam maravilhados sobre Lisboa, sobre o Vale de Alcântara em direção ao maior e mais importante espaço verde da Cidade, o Parque Florestal de Monsanto.

E aí começaram algumas dificuldades, que todos superaram até chegar-mos ao almoço e ao merecido descanso. Que belo almoço de confraternização, que belo o local, que belo convívio.  Depois já mais descansados e confortados subimos ao panorâmico e mais uma vez vimos Lisboa de cima, do alto da Serra. Uma vista panorâmica magnifica sobre a cidade e além-Tejo. Onde apreciamos o  fascínio da ruina e das obras de arte por ali espalhadas. A partir daqui as dificuldades acabaram e descemos novamente para o Aqueduto aproveitando para mais umas fotografias, para mais uma maravilhosa vista do alto daquela magnifica  e antiga construção de pedra.

Dali a Campo de Ourique, um dos mais emblemáticos bairros de Lisboa, foi um pulinho. Bebemos um saboroso e quentinho café e voltamos ao local de origem onde nos esperava um bonito final de tarde e um belo lanche acompanhado de uma especial prova de vinhos que a todos soube tão bem.

Agredecimento

A todos os participantes, a todos que ajudaram para tornar este dia um dia inesquecível, a todos os que acreditaram que era possível. Aos amigos. Muito mas muito obrigado a todos. Á FPCUB , sem ela e o o seu apoio nada teria sido possível. Aos Patrocinadores e á sua generosidade. Ao Museu da Água que nos permitiu usufruir dos seus magníficos espaços, ao Lidl que nos forneceu a comida e a bebida tão apreciada. Á Adega Mãe que nos deliciou com os seus preciosos vinhos e ao Victoria Cycling Café que nos acolheu no seu espaço. E por fim á CML e á Policia Municipal que tanto nos apoiaram. Ao Sr. José músico brilhante que nos acompanhou e animou com a suas canções. Até breve porque outros passeios virão.

Três Olhares para uma Clássica

Ane Bizimartxak

Mais fotografia da Ane Bizimartxak AQUI

Helder Maia

Artur L. Lisbon Cycling

Mais fotografias AQUI

www.aclassica.pt