FPCUB.

Foi com muito orgulho que recebi este fim de semana, na Assembleia Geral da FPCUB, o diploma de Associado de Mérito.  O meu contributo para a utilização da bicicleta é muito modesto e por isso mesmo não estava à espera de tamanha destinção. Informo também que fui convidado e com muita honra aceitei o cargo de Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral. Muito obrigado à FPCUB.

Foi com muito orgulho que recebi este fim de semana, na Assembleia Geral da FPCUB, o diploma de Associado de Mérito.  O meu contributo para a utilização da bicicleta é muito modesto e por isso mesmo não estava à espera de tamanha destinção. Informo também que fui convidado e com muita honra aceitei o cargo de Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral. Muito obrigado à FPCUB.

Mais um passeio Velo Corvo a Sintra e Cascais.

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Entro em Benfica no comboio e 2 passageiros com ar de quem ainda vem da noite  olham para mim como quem olha para um extraterrestre. Ouço qualquer coisa como “estes gajos das bicicletas” e mais algumas coisa de difícil compreensão.   Sento-me no meu lugar e a conversa muda de assunto. Continuam a estudar-me e pouco depois a conversa volta ás bicicletas,. Falam de coisas passadas, diz um que um amigo de vez em quando lhe emprestava uma bicicleta e é fácil ver pela expressão que ele adorava andar nela. Durante muito tempo conversam sobre o assunto e depois a conversa volta a mudar. Chegados a Sintra , na zona da porta ficam a olhar directamente para mim e para a minha companheira. “ Não leve a mal, diz um dos rapazes , estamos a admirar a sua bicicleta, é mesmo bonita, é já antiga não é? É, mais ou menos,respondo eu, e a conversa continua enquanto caminhamos , uma conversa sobre bicicletas que acho nem eu nem eles alguma vez pensamos em  ter uns com os outros quando cuzamos olhar em Benfica. No final e já à saída do cais desejam-me um bom passeio e vão à sua vida, espero que a conversa  sobre bicicletas lhes  tenha de algum modo relembrado momentos felizes.  Talvez um dia os volte a encontrar, quem sabe em cima de uma bicicleta.

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Chegado a Sintra encontro a Marie, o Pedro e o Hugo que não conhecia. A primeira paragem é nas loja de Queijadas, não se pode ir a Sintra sem se levar para o piquenique pelo menos uma dúzia. O Hugo diz que não come, alguém teve de comer as dele.

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Começamos s subir a serra a bom ritmo, na nossa frente segue uma corrida pedestre. Aos poucos começamos a apanhar os participantes e o seu lixo, garrafas de plástico por todo lado.  Um cidadão desportista e preocupado com a saúde não é necessariamente um bom cidadão.

Primeira paragem para recuperar as forças, comer  qualquer coisa e fazer o tradicional xixi. Uma segunda mais à frente para reabastecer de água numa fonte.

Os corredores continuam a passar por nós.  E nós muito confortáveis  a sugar o sol da manhã e a maravilha de apenas estarmos ali, vivos. O Pedro e a Marie são dos casais mais fotogénicos que conheço (os amigos vão gozar com ele por causa desta afirmação, acho eu) e eu mesmo sem levar máquina para não chatear ninguém não resisto a tirar fotos com o telemóvel. Maldito telemóvel que não nos deixas em paz.

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Este passeio está a ser uma oportunidade para testar os recentes melhoramentos que o Pedro fez á minha Ralheigh. Estou muito contente com o resultado final e sobretudo com o meu novo saco feito pela Marie. Para além de ser extremamente bonito é igualmente eficiente. A mudança que também a Marie operou na minha modesta bicicleta é incrível. Muito obrigado aos dois.

Vários kms depois chegamos aquele que é sempre um dos momentos mais ansiados dos passeios Velocorvo, pelo menos para mim é, o momento verdadeiramente memorável que é  momento do pic-nic . Saem as iguarias dos sacos, repastamos em abundancia e começamos a sentir o cansaço, aquele cansaço bom da subida, a transformar-se numa sensação de sono. O calor do maravilhoso dia aconchega-nos  e o ruído do vento nas Árvores embala-nos. E é aqui que agradecemos à natureza por nos ter dado este recanto tão bonito  e nos proporcionar tanta paz. Á natureza e ao Pedro que nos desafia para  estes empreendimentos. O telemovel continua como que a fazer fotos sozinho quase sem a Marie e o Pedro darem por isso. O Pedro esse prefere o analógico e tira fotografias com a sua maravilhosa e estimada "Leica". Luxos!!

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Não nos apetece mas temos de partir, a descida é grande até ás areias mornas do Guincho.  Descemos a bom descer sentido a velocidade  nas rodas finas e o vento nos nossos sorrisos de felicidade.

E eis que chegamos a Cascais, ultima etapa antes de apanhar-mos o comboio de regresso a Lisboa. Uma “Boulangerie“ Francesa  intromete-se no caminho e o Pedro não resiste em despertar os instintos Franceses da Marie desafiando-a para um “Pain au Chocolat” que os acompanha nos respectivos estomagos  no caminho para Lisboa. O Comboio acolhe 4 ciclistas cansados mas felizes e transporta-os ao seu destino. O Hugo ainda queria fazer o regresso pela Marginal, mas os outros mandriões companheiros de viagem preferiram o sossego da carruagem Não fosse o diabo tece-las e estragar um dia perfeito.

Junto ao Rio.

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Diz-me um vizinho meu, já com alguma idade, sempre que passo por ele: "Força que os outros já passaram", ontem, na feira da ladra ouvi uma que não ouvia há anos: "fecha a porta" e hoje alguém me disse em Sapadores: "força Artur Agostinho".!!, sim foi mesmo Artur Agostinho. Ah e outro: "com uma idade dessas e ainda vai de bicicleta"? Felizmente este tipo de comentários é cada vez mais raro. Mas imagino o que ainda devem "sofrer" as ciclistas do sexo feminino que circulam sozinhas nas suas deslocações. Paralelamente é curioso admirar as expressões de automobilistas com quem nos cruzamos: Do zangado, que acha que só empatamos e que devíamos era estar era em casa a dar ao pedal numa daquelas bicicletas fixas ao simpático que nos dá passagem tudo pode acontecer. Uns olham para nós com ar de espanto, "lá vai mais um destes malucos", outros com ar de grande compaixão, "coitadas destas pobre almas" mas os que aprecio mais e a quem me apetece gritar "saiam da lata e atrevam-se" são os que olham para nós com cara meio triste meio conformada de quem pensa "eu gostava tanto de ser capaz de fazer o mesmo mas..." A esses digo: atrevam-se!!! Vão buscar aquela bicicleta que está guardada ao tempo e ponham-na a andar. Se estiver ferrugenta ela é bonita assim, se não for de marca nem da moda , não faz mal, o que ela quer é andar, andar com o seu companheiro, o que ela quer é partilhar as estradas e os caminhos com ele(a). Vão ver que ganham uma verdadeira amiga e vão perceber que sem amigos não se pode viver.

Entretanto em Lisboa, junto ao rio, ontem pelas 8 da manhã estava mais ou menos assim e quando está assim agradecemos à Mãe Natureza por nos termos levantado cedo e ir de bicicleta para onde temos que ir. É uma alegria tão grande.

Na Av. da República.

Muitos Lisboetas teimam em não querer ver as bicicletas que por eles passam. Que não existem, que nunca viram nenhuma, que tudo é uma ilusão e um despesismo de rico.  Que só os pobres ou quem não pode ter carro anda de bicicleta. Por essas redes sociais fora muitos alertam para este desvario, para quê construir ciclovias onde passa um ciclista por dia dizem. Ontem estive, por motivos de um compromisso, cerca de meia-hora na esquina da Av. De Berna com a Av. Da República e até eu, que tenho atenção a estas coisas e tenho acompanhado de perto o fenómeno da bicicleta em Lisboa fiquei espantado. Não com a falta de bicicletas mas sim pelo contrario, naquela meia-hora passaram imensas, muitas delas do sistema GIRA.  Estava tão feliz que peguei na máquina e fiz umas fotografias. Por aqui se prova que quando se fazem coisas, quando se trabalha bem as coisas acontecem. Acontecem na Av. Da Répública e  noutras zonas ese forem bem feitas acontecerão por toda a cidade. Porque uma vez mais digo: As colinas são um mito e os Lisboetas estão a começar a perceber isso.  

A Marta e o Álvaro.

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Conheci a Marta por trabalharmos para a mesma empresa. Cedo descobrimos que tínhamos em comum a paixão pelas bicicletas. A Marta tem um novo projecto, muito interessante e bonito, a Lux Gourmet. Atravéz dela conheci o Álvaro também ele um apaixonado por bicicletas e outras coisas bonitas. No seu belissimo site “O Editorial” escreve sobre design e outras coisas muito interessantes.

 "Para mim andar de bicicleta continua a ser sinónimo de liberdade, de sentir os locais por onde passamos de uma forma mais autêntica, fazer das nossas deslocações uma experiência que nos aguça os sentidos. Desde pequeno, em que ia de bicicleta com o meu avô até à praia de São Martinho do Porto. Até agora a bicicleta tem desempenhado um papel essencial na minha vida até porque também foi a desculpa para ter conhecido a Marta"

Álvaro

 

 

Dias luminosos e felizes.

“já sei!-exclamou o Harris, Uma viagem de bicicleta! O George parecia pouco convencido.-Há muito que subir numa viagem de bicicleta-disse ele, e temos o vento contra nós.- E muito que descer, com vento a favor -contrapôs o Harris.”

In “Três homens em viagem” de Jerome K. Jerome

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São oito da manhã  quando, na estação de Sta. Apolónia em Lisboa, me preparo para apanhar o comboio em direção á Covilhã.  O meu destino é o Fundão onde iniciarei mais uma pequena (grande para mim)  viagem de bicicleta.  O nervosismo e o entusiasmo  são os mesmos de sempre. Como se fosse a primeira vez. Por isso mesmo a noite foi mal dormida, ansiando pela partida.

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Nesta linha existe apenas um lugar para a bicicleta, o que é manifestamente pouco e espero mude o mais rapidamente possível.  A bicicleta é uma privilegiada pois viaja em primeira classe, enquanto nós , os simples  e modestos ciclistas viajamos em  segunda. É compreensível pois a nossa bicicleta deve ser alvo de carinho  e bem-estar e a CP está consciente disso. Uma bicicleta deve ser sempre muito bem tratada, sobretudo se já tiver uns anos e começar a sentir o peso dos cabos e dos carretos. A minha tem e eu e ela ficamos muito contentes que vá bem instalada. A nossa companheira merece sempre o melhor.

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Durante a viagem vamos sentados no lado esquerdo do comboio e por isso pode passar-nos despercebida a beleza da paisagem que nos é dada de presente no lado direito. O Tejo acompanha-nos durante grande parte da viagem e a sua beleza é indescritível.

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Cerca de 3 horas depois chegamos ao Fundão. A fome já aperta, a minha, não a da minha companheira que está em pulgas  por se por a caminho. Espera um pouco, digo-lhe,  vou só ali comer uma “sande” de Bacalhau frito à tasca da estação, são deliciosas . E são mesmo. Comi duas e uma sopa de feijão com lombarda, à antiga, com belos pedaços de legumes a flutuar. Daquelas de caldo grosso e saboroso. Quando entrei na dita tasca olharam-me com ar um pouco desconfiado mas quando pedi, sem hesitar, a sopa e a bela da “Sande” logo perceberam que eu era um habitual e sabia ao que vinha. E como sempre não sai desiludido, bem pelo contrário.

Almoço em boa companhia, com gente da terra, e a minha companheira lá fora à espera ansiosa.  Quando saí disse-lhe: “tens de ter um pouquinho mais de paciência porque ainda vou ali comer um pastel de nata de cereja de sobremesa", e lá fomos, ela com as rodas e os pedais ansiosos por se porem à estrada e eu já só a pensar num pastelinho de cereja. Voltei a comer dois, um para mim outro para ela e depois, sem mais demoras  partimos estrada fora, já com o estômago aconchegado pois não se sabia quando voltaríamos a comer uma refeição quentinha.

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Saímos do Fundão em direção ao Paul passando pelo Peso e pela Coutada, é extremamente bonita esta zona. Pelas estradas com pouco movimento fomos , eu e a minha companheira, apreciando a paisagem com a Estrela a acompanhar-nos, a imponente Serra da Estrela a relembrar-nos sempre  como somos pequenos perante a sua beleza. Passamos pelo Zêzere e depois pela Ribeira do Paul, dois rasgos de água fantasticos e que a seca que persiste ainda não conseguiu apagar. Infelizmente as marcas dos trágicos incêndios deste ano fazem-se sentir em alguma zonas.

Cada vez gosto mais do interior do País.  A Beira-Interior então atrai-me cada vez mais: O meu amor e paixão por esta região não pára de aumentar. As paisagens, as pessoas, a gastronomia, a solidão saudável de que podemos usufruir, o silêncio já inexistente num litoral cheio de gente e  cada vez mais agressivo. A calma , a tranquilidade dos dias vagarosos. A luz  forte que satura as cores, o ar que se respira, puro e limpo. 

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Confesso que estive quase uma hora a olhar para esta Ribeira antes de me dirigir para o local onde iria passar a noite. O barulho suave da água fria  e pura que corria  não me deixava ir embora.  Era quase noite quando enfim consegui partir. O frio apertava já e a vontade de chegar ao quente do meu local de dormida já começava  a ser uma realidade.

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Nesta região as noite são muito frias, a temperatura durante a noite já baixa dos zero graus. A amplitude térmica entre o dia e a noite é grande. Nada como uma pequena e acolhedora Casa de Madeira para passar a noite fria, com uma lareira acesa e uma refeição a condizer. Existem momentos maravilhosamente simples que que nos deliciam. A Serra continua  a ser a nossa companhia permanente. O silencio e os barulhos da floresta embalam um ciclista cansado. A bicicleta, nossa companheira e amiga incansável também pede descanso. São 20,00 Horas e ambos dormimos um sono descansado e profundo. Lá fora a noite escura adensa-se e as árvores protegem-nos, em silêncio.

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São 7,00 da manhã e não é necessário qualquer despertador para que acorde.  Os ruídos da manhã, com os pássaros a cantar e a iniciarem os seus rituais e a luz clara e brilhante fazem com que pule da cama. A bicicleta já me  espera para mais um dia de passeio . Quando abro a porta de casa um manto branco envolve a terra, a geada da noite ainda vai persistir até entrar em contacto direto com o sol  que se aproxima.

Depois de um bom pequeno almoço é tempo de partir, não sem preparar um pequeno farnel  pois por esta zona por vezes não é fácil encontrar uma refeição ligeira e o melhor é ir prevenido. Sandes de Salmão ou  bolinhos caseiros faziam parte da ementa. O destino deste dia são as Minas da Panasqueira, local onde nunca tinha ido mas que há muito queria visitar.  Cerca de 30 Km de subida e descida para lá chegar. Não é nada, disse a minha companheira, pois, disse-lhe eu, não é nada, sou eu que puxo por ti e ambos nos rimos a bom rir da piada sem graça, coisas parvas de quem está feliz apenas por estar, piadas que apenas os amigos entendem e acham graça. São assim os amigos. A caminho que se faz tarde diz a minha companheira, a caminho digo eu. O entusiasmo esse é mútuo e partilhado. Como apenas os amigos sabem partilhar.

A Caminho da Panasqueira

e a jornada do segundo dia começa...Paul, Casegas...

Não, não me atrevo a dizer o queijo da Quinta do Casal é o melhor queijo do mundo, nem sequer que é o melhor de toda a região. Longe de mim tal atrevimento. Não me atrevo até porque nunca os provei todos e não sou sequer um entendido. Mas posso dizer que é o que mais gosto, este queijo para mim é simplesmente maravilhoso.  E não,  não vem nos roteiros “Gourmet” de revistas famosas ou é aconselhado por grandes magos da matéria. Sou apenas eu que gosto e recomendo. Se por lá passarem provem e depois digam qualquer coisa.

Em Casegas as cores de Outono recebem-nos com todo o seu esplendor.

Ao fazer uma curva, o Zêzere... que nos leva ás Minas da Panasqueira.

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Há muito que andava para vir aqui. Gosto de património industrial abandonado gosto desta solidão onde a natureza se mistura com o  ferro que já teve vida. Com espaços outrora tão usados que perderam o interesse dos homens. Será que estes espaços e este ferro sentem falta da azafama de outros tempos? Será que sentem a solidão? Estes locais abandonados, ou semi-abandonados, como é o caso exercem  fascínio sobre mim. Subimos a bom subir para chegar a Cabeço do Peão, subida não muito longa mas íngreme como me tinha avisado um senhor na estrada, tem a certeza que vai subir por aí ? perguntou ele olhando para mim e pensando coisas algo estranhas sobre a minha pessoa, vou, disse eu e depois tenciono regressar por esta estrada ao Paul. Olhe que por onde veio é muito melhor, não sobe tanto disse ele amavelmente...E fui, mais tarde e mais á frente passou por mim e acenou desejando-me uma boa viagem...

As Minas da Panasqueira tiveram o seu auge de produção durante a 2ª Guerra Mundial, ao que parece vendíamos Volfrâmio para os dois lados e muita gente da zona enriqueceu. Conta-se que havia quem fizesse cigarros com notas de 20 escudos tal era a fartura. As Minas da Panasqueira têm , por incrível que possa parecer , mais de  12 mil Km de túneis escavados, um verdadeiro mundo debaixo da terra. Hoje parte da mina está encerrada estando só a funcionar a parte junto à localidade da Barroca Grande.

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Poderá um Ser-Humano ser feliz a viajar apenas com a sua Bicicleta?  Cada vez mais penso que sim. Eu sou, porque o faço voluntariamente e porque me sinto muito bem assim. É verdade que também poderemos ser muito felizes a viajar de moto ou de automóvel mas não é a mesma coisa. Uma bicicleta depende apenas de nós para andar, não leva combustível nem tem motor. É apenas ela e nós, somos apenas os dois e precisamos apenas um do outro. A bicicleta é como uma extensão de nós próprios, faz parte da nossa fisionomia. Dá-nos a velocidade que a natureza não nos deu, dá-nos a liberdade . Quando pedalamos sós dá-nos também uma solidão confortável, de estarmos bem com nós próprios e com o que nos envolve. Esta solidão não é triste nem melancólica, bem pelo contrário, é uma solidão feliz e luminosa, como os dias que passam por nós , cheios de cor e aconchego. Andar de bicicleta só ou com a  maravilhosa companhia de amigos é um bálsamo para a vida, um privilégio que quem experimenta não quer deixar.  A bicicleta leva-nos onde queremos chegar mas por vezes, sem que percebamos, leva-nos por caminhos por onde não sonhavamos ir.

Para terminar o dia nada como uma festa. No caso a Festa dos Miscaros em Alcaide no Concelho do Fundão. Festa rija e boa com amigos e onde não faltou um carrossel a pedal que fazia a alegria das crianças.

O meu amigo José Manuel Caetano.

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O José Manuel Caetano não deixa ninguém indiferente. Há quem o ame e quem lhe tenha grande alergia, há quem o aplauda e há quem o critique de forma veemente. Não é uma pessoa de meios termos mas de convicções. Os grande homens são assim. Já o conheço há muitos anos e por incrível que pareça nem sequer o conheci por causa das bicicletas. Durante todos estes anos temos mantido contacto e as bicicletas acabaram por nos aproximar um pouco mais. Muitas opiniões diferentes se podem ter dele mas o que é um facto é que a sua importância para o desenvolvimento do uso da bicicleta em Portugal é fundamental. Nunca se poderá falar deste tema sem falar de José Manuel Caetano. Esta fotografia foi feita para a capa do seu livro “Portugal a pedalar” e foi feita com muito prazer. Hoje faz anos, alguns, e é para mim uma grande honra ser seu amigo. Parabéns Caetano.

De Sintra a Cascais com o Pedro e a Marie.

“Zen. Mente vazia. O momento. Meditação. Tornar um passeio de bicicleta num momento meditativo. Ando de bicicleta para esvaziar a mente. Ando de bicicleta para meditar. Ando de bicicleta para andar de bicicleta. O passado não existe.O futuro não existe. Resta-nos o presente. O momento.

Pedro Gil.

O Pedro e a Marie gostam muito de bicicletas, para além disso o Pedro tem uma loja em Lisboa, a “velocorvo”,  onde “mima” as bicicletas dos clientes e as suas, que são algumas e sempre muito bonitas. A Marie embeleza as bicicletas com os seus bonitos sacos e malas da sua marca, a “Ardene”, que faz com muito amor e carinho tornando cada peça especial para uma bicicleta especial.  Também o Pedro e a Marie são especiais. Com eles tenho aprendido a descobrir um olhar diferente sobre este simples e tão bonito objecto que é a nossa companheira de duas rodas. Mas não apenas isso. Com eles gostei muito de partilhar os caminhos e a alegria deste bonito passeio que o Pedro me desafiou a fazer.  De Sintra a Cascais. Esforço, entusiasmo, alegria, satisfação, partilha, emoção, descompressão. Tudo isto num brilhante e maravilhoso dia de Domingo. Com o Pedro e a Marie. E as nossas bicicletas.

From Sintra to Cascais with Pedro and Marie.

"Zen. Empty mind. The moment. Meditation. Make a bike ride in a meditative moment. I cycle to empty my mind. I ride my bike to meditate. I ride my bike to ride a bike. The past does not exist.The future does not exist.We have the present. The moment. Pedro Gil.

Pedro and Marie are very fond of bicycles, Pedro has a shop in Lisbon, the "velocorvo", where he "pampers" the customers' bikes and his own, which are quiet a few and always very beautiful. Marie embellishes the bikes with her beautiful bags and suitcases of her own brand, the "Ardene", which with much love and care makes each piece special for a special bike. Also Pedro and Marie are special. With them I have learned to discover a different look on this simple and beautiful object that is our  two wheels companion. But not just that. With them I enjoyed sharing the paths and the joy of this beautiful tour that Pedro challenged me to do. From Sintra to Cascais. Effort, enthusiasm, joy, satisfaction, sharing, emotion, decompression. All this on a brilliant and wonderful Sunday day. With Pedro and Marie. and our bikes.

A Carolina Loureiro em Verona.

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Fui com a Carolina Loureiro em trabalho a Verona a convite da Calzedonia e lá fizemos esta fotografia para a revista Lux. Em Verona a bicicleta é muito utilizada em deslocações por pessoas de todas as idades. "Adoro andar de bicicleta. Quando era mais nova deslocava-me pela zona onde nasci sempre de bicicleta. Iamos para a praia de bicicleta, ia comprar pão de bicicleta ou mesmo só andar e fazer alguns passeios com os meus amigos. Tenho pena que em Lisboa não seja tão comum como em algumas cidades europeias, por exemplo em Amesterdão, ou Berlin. Adorei ver pessoas que optam andar mais de bicicleta do que de carro. E acho que assim devem ser menos stressadas hehe :) "

L'Eroica, Gaiole in Chianti, Toscânia, Itália.

O LUGAR ONDE TODOS OS AMANTES DAS BICICLETAS DEVERIAM PODER IR PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA.

Estarei no paraíso?  Não, ainda não, estou apenas em Gaiole in Chanti, na bonita região da Toscania em Itália onde já se realiza há 20 anos aquela que é a prova Rainha do ciclismo clássico. A L´Eroica. Existem muitas clássicas históricas por esse mundo fora, a própria eroica já se expandiu e está já hoje presente em vários países do mundo, mas esta é especial, muito especial. Mais de 7 mil participantes vindos de todo o mundo, da Europa aos Estados Unidos, da Austrália ao Japão. Todo um mundo junto por uma única razão: Uma homenagem especial ao mais belo objecto do mundo: A bicicleta. E aos gloriosos ciclistas.

THE PLACE WHERE ALL BICYCLE LOVERS SHOULD GO AT LEAST ONCE IN LIFE.

I'm I in paradise? No, not yet, I am only in Gaiole in Chanti, in the beautiful region of Tuscany in Italy where for the last 20 years  the Queen's race of classic cycling is held. L'Eroica. There are many historical classics out there, the Eroica itself has already expanded and is present in many countries of the world, but this one is special, very special. More than 7,000 participants from all over the world, from Europe to the United States, from Australia to Japan. A whole world together for a single reason: A special homage to the most beautiful object in the world: The bicycle. And to the glorious cyclists.

cartaz oficial L'Eroica 2017

cartaz oficial L'Eroica 2017

UM MUSEU VIVO DO CICLISMO.

Ir à L´eroica é como participar numa enorme manifestação de nostalgia feliz, é como entrar num sonho maravilhoso do qual não queremos acordar. A primeira sensação que se tem é de estupefação, fica-se de boca aberta. Como é possível tanta beleza, como é possível um ambiente tão fantástico. Depois a excitação toma conta de nós e como crianças ansiosas numa véspera de Natal queremos ver tudo, descobrir tudo, vasculhar cada canto, abrir as prendas todas. E a magia acontece. Lembram-se do maravilhoso ambiente das ruas em Harry Potter? Por aqui é muito semelhante mas na vertente da bicicleta de época. Há de tudo: Fenomenais bicicletas antigas e cheias de história, as mais bonitas camisolas, componentes raros, aqueles chapéus que não encontramos em lado nenhum. Há  todo um mundo para descobrir. Existe sempre uma surpresa, um pormenor que nos delicia. O Belo, a beleza, a alegria, a fraternidade, o convivo franco. Por todo o lado se vêm pessoas felizes, a rirem, a disfrutar de maneira simples do que a vida tem de melhor.  Os abraços, os beijos, os reencontros... e o excelente ambiente, nos bares, nas esplanadas, nas fantásticas exposições...

A live cycling museum

Going to Eroica is like participating in a huge manifestation of happy nostalgia, it's like entering a wonderful dream from which we do not want to wake up to. The first sensation is that of stupefaction, one's mouth is open. How is so much beauty possible, how can such a fantastic environment be possible. Then the excitement takes over us and as eager children on Christmas Eve we want to see everything, find out everything, search every corner, open all the garments. And magic happens. Remember the wonderful ambience of the streets in Harry Potter? Around here it's very similar but in the aspect of the vintage bicycle. There is everything: Phenomenal old bicycles full of history, the most beautiful sweaters, rare components, those hats that we can not find anywhere. There is a whole world to discover. There is always a surprise, a detail that delights us. The Beautiful, the beauty, the joy, the brotherhood, the free living. Everywhere you see happy people, laughing, enjoying in a simple way that life has the best. The hugs, the kisses, the reunions ... and the excellent atmosphere, in the bars, on the terraces, in the fantastic exhibitions ...

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O DIA DA GRANDE AVENTURA

São 4,30 da manhã e rostos sorridente e felizes começam a chegar à praça central onde se encontra o local de partida. Estes são os grandes “eroicos” os que vão para o percursos de 209 Km, sim, 209 Km numa bicicleta antiga que obedece a um rigoroso controlo. Bicicletas com quadro em aço, mudanças no quadro ou pedais sem encaixes são apenas algumas das regras.  Um dia muito longo pela frente é o que os espera, uma aventura extraordinária que para alguns deles só terminará quando o dia já tiver passado a for outra vez noite cerrada. Sucedem-se as partidas para os outros percursos ao longo da manhã. Sucedem-se sempre os rostos felizes de quem parte para maior da aventuras. Aqui é como se todos regressassem á infância e à descoberta inocente de coisas boas e maravilhosas.

THE DAY OF THE GREAT ADVENTURE

It's 4:30 in the morning happy and  smiling faces begin to arrive at the central square where the place of departure is. These are the big "Eroica" ones that go to the 209 km, yes, 209 km routes on an old bicycle that obeys a strict control. Bikes with steel frame, frame changes or pedals without fittings are just a few of the rules. A very long day ahead is what awaits them, an extraordinary adventure that for some of them will only end when the day has already passed and the night is pitch dark. The departures to the other routes happen in the morning. The happy faces of those who leave for the adventure are always there. Here it is as if all returned to childhood and to the innocent discovery of good and wonderful things.

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E TUDO COMEÇA

Com o nervosismo típico das grandes ocasiões todos partem. Nos percursos o asfalto é intercalado com pedaços longos de estrada de gravilha, a famosa estrada branca Toscana onde nasceram tantos heróis e tantas lendas do ciclismo...

AND EVERYTHING STARTS

With the nervousness typical of the great occasions all leave. On the routes the asphalt is interspersed with long pieces of gravel road, the famous white roads of Tuscany where so many heroes and legends of cycling were born ...

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Não são muito fáceis os percursos, do mais simples ao mais complicado todos exigem alguma preparação física e mental mas sobretudo boa disposição e mente aberta. O mais curto tem a distância de 46 Km e o mais longo de 209 Km.

Paths are not very easy, from the simplest to the most complicated, all require some physical and mental preparation, but above all a good disposition and an open mind. The shortest is 46 km and the longest is 209 km.

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Os abastecimentos

Os locais de abastecimento são a oportunidade para o reagrupamento e para convívio. A comida é muito variada e particularmente saborosa. Desde comida típica da Toscânia às frutas e doces tudo se come com muita satisfação. Este tempo de pausa e confraternização é indispensável para se fazer estes percursos tão duros mas que ao mesmo tempo se tornam tão confortáveis devido ao extremo cuidado da organização.

The refreshment stops

The places for refreshments are the opportunity for regrouping and for socializing. The food is very varied and particularly tasty. From typical Tuscan food to fruits and pastries everything is eaten with great satisfaction. This time of pause and fraternization is indispensable to make these hard routes that at the same time become comfortable due to the extreme care of the organization ..

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A Chegada

Uma vez mais o ambiente de contagiante alegria, a alegria de chegar e vencer. Todos são primeiros. Na L´eroica não existem vencedores nem vencidos, aqui todos vencem. Cada um faz de acordo com as suas possibilidades e chegar ao final é uma grande vitória. Vitória sobre o cansaço e a fadiga saudável, uma vitória plena de emoções partilhada com amigos ou saboreada no intimo de cada um.

The arrival

Once again the environment of contagious joy, the happiness of arriving and winning. All are first. There are no winners or losers in L'Eroica, here everyone wins. Each one and according to their possibilities, arrive and end the route this is a great victory. Victory over tiredness and healthy fatigue, a full victory of emotions shared with friends or savored in each other's intimacy.

 

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LUCIANO BERRUTI, O Nº 1 SEMPRE PRESENTE.

Era a primeira Eroica sem a presença fisica de Luciano Berruti, o número 1 e grande embaixador da Eroica em todo o mundo, mas ele esteve presente, muito presente.  Aquele que é um verdadeiro herói do ciclismo, aquele por quem todos tinham enorme admiração e respeito esteve presente. Por todo o lado se viam referências ao homem que todos admiravam. As homenagens feitas pela organização, a presença do seu filho e esposa, de objetos que lhe pertenciam, da sua bicicleta, foi extremamente comovente. Luciano não morreu porque as lendas não morrem, estará sempre nos corações de todos que amam esta coisa maravilhosa que é andar de bicicleta.

LUCIANO BERRUTI, THE #1 ALWAYS PRESENT

It was the first Eroica without Luciano Berruti, the number 1 and great ambassador of Eroica around the world, but he was present, very present. The one who is a true cycling hero, the one for whom everyone had tremendous admiration and respect was present. Everywhere they saw references to the man we all admired. The honors made by the organization, the presence of his son and wife, of objects that belonged to him, of his bicycle, was touching. Luciano did not die because legends do not die, he will always be in the hearts of all who love this wonderful thing that is to ride a bicycle. 

Jaceck Berruti

O lado (muito) feminino da Eroica

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Sem elas existia a eroica?  Existia, mas, decididamente,  não era a mesma coisa. A presença feminina na eroica é qualquer coisa de fenomenal . São muitas e fazem da L´eroica um festival de beleza e ternura. De uma maneira que apenas elas o conseguem fazer.  São de todas as idades,  estilos e feitios.  As mulheres “eroicas” são especiais.

The (very) feminine side of Eroica

Would there be Eroica without them ? It would, but decidedly it would not be the same. The female presence in Eroica is phenomenal. There are many women and make L'Eroica a festival of beauty and tenderness. In a way that only they can do. They are of all ages, styles and shapes. "Eroica" women are special.

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As Emoções

A L´Eroica é muito mais que um simples passeio de bicicleta. É uma festa de emoções. Romantismo, Paixão, Solidariedade, Amizade, Persistência, Fadiga, Alegria, Camaradagem. A L'Eroica representa um modo de vida. Um modo de vida solidário, apaixonado e feliz onde os valores da humanidade se levantam bem alto, onde cada um se preocupa com o outro e com o que nos rodeia.

The Emotions

L'Eroica is much more than a simple bike ride. It's a party of emotions. Romanticism, Passion, Solidarity, Friendship, Persistence, Fatigue, Joy, Comradeship. L'Eroica represents a way of life. A way of life in solidarity, passionate and happy where the values of humanity rise high, where each one cares about the other and with what surrounds us.

 

Pequenas histórias

Que bom que é estarmos juntos, não é?

Little stories

  It's good to be together, isn't it?

Mais uma etapa cumprida, vamos descansar um pouco. Nós e as nossas bicicletas.

One more step completed, let's get some rest. We and our bikes.

 

Não conseguimos subir? Não faz mal vamos a pé...

We cannot climb? It's no big deal, let's walk ...

"Parti a minha corrente e ainda faltam 10 km para o final" diz triste o participante Italiano. "Precisas de ajuda"? pergunta um elemento de um grupo Suiço que passa. E ali estiveram mais de meia-hora parados, o Italiano e os Suiços, até resolverem o problema. A entre-ajuda é uma constante na Eroica.

"I broke my current and there are still 10 km remaining for the final" says the Italian participant sadly. "Do you need help"? asks an element of a passing Swiss group. And there they stood for more than half an hour, the Italian and the Swiss, until they resolved the problem. In-aid is a constant in Eroica.

"Faço por ti" escreveu este participante na sua t-shirt, que vestiu antes de cortar a meta. "foi por ti"... A esposa não queria acreditar em tão bonita declaração de amor...

"I do it for you," wrote this participant on his t-shirt, which he wore before cutting the finish line. "It was for you" ... The wife did not want to believe in such a beautiful declaration of love ...

Não conseguia, mas os meus amigos puxaram com uma corda...assim é a Eroica.

I couldn't do it, but my friends pulled with a rope ... so is Eroica.

Felice Gimonti

Felice Gimonti, grande campeão Italiano foi também homenageado.  Nascido em 1942 celebrou o seu aniversário em Gaiole in Chianti participando na Eroica. O seu corriculum é brilhante, do Paris-Ruobaix á Volta a Itália imensas foram as vitórias deste grande senhor. Quando uma antiga fã lhe pediu uma foto respondeu sorridente: "Bem eu antigamente era bonito agora...bem quer dizer as minhas pernas eram bonitas, pedalavam que se fartavam"...

Felice Gimonti, great Italian champion was also honored. Born in 1942 he celebrated his birthday in Gaiole in Chianti participating in Eroica. His curriculum is brilliant, from the Paris-Ruobaix to Giro of Italy,  immense were the victories of this great lord. When an old fan asked for a photo, he said smiling: "Well, I used to be beautiful ... now ... well, my legs were beautiful, they used to pedal".

 

Um pouco de História

 

Queremos que as pessoas redescubram a beleza da fadiga e a emoção da conquista"

GIANCARLO BROCCI, Criador da L'Eroica

 

L'Eroica começou em 1997 como sonho de um homem, Giancarlo Brocci, que admirava os valores do ciclismo do passado e que tinha a intenção de os ligarao patrimônio que inspirou muita da história, literatura, cultura e música italiana. L'Eroica tinha também com objectivo criar uma base para a proteção e preservação das últimas estradas de cascalho na Toscânia. Esses conceitos românticos levaram à idéia da L'Eroica, um evento que se iniciou com 92 "caçadores de sentimentos e emoções", como o criador Giancarlo Brocci os define. Hoje continuamos a espalhar as raízes autênticas de um extraordinário desporto com uma grande alma. Queremos que as pessoas redescubram a beleza da Fadiga e a emoção da conquista: O ciclismo heróico de Bartalie Coppi e o sacrifício que busca os nossos limites físicosonde a sede, a fome e a exaustão são sentidas com todas as suas forças. É o ciclismo que pode espalhar o respeito e criar vínculos entre leais oponentes. Andar de bicicleta de forma saudável  e ver os seus participantes  é lindo e uma inspiração.

 

“We want people to rediscover the beauty of fatigue and the thrill of the conquest”
GIANCARLO BROCCI, Creator of L'Eroica

L’Eroica started in 1997 because of one man, Giancarlo Brocci, who admired the values of a past cycling so much that he wanted to reconnect others to the heritage that inspired much Italian history, literature, culture, and music. L’Eroica also created a foundation for the protection and preservation of the last gravel roads in Tuscany. These romantic concepts led to the idea of L’Eroica, an event that initially saw 92 “hunters of feelings and emotions”, as the creator Giancarlo Brocci defines them.

Today we continue to spread the authentic roots of an extraordinary sport with a great soul. We want people to rediscover the beauty of fatigue and the thrill of the conquest: the heroic cycling of Bartali and Coppi and the sacrifice that seeks out our physical boundaries where thirst, hunger, and exhaustion are felt with all their strength. It’s cycling that can spread respect and create bonds between loyal opponents. It is cycling in a healthy way, and its participants are inspiring and beautiful to watch.

Fonte L' Eroica

Giancarlo Brocci, fundador da L'Eroica

Giancarlo Brocci, fundador da L'Eroica

Nota Final:
Esta reportagem sobre a L’eroica é feita de um modo emotivo. Este não
é um blogue de jornalismo puro. Aqui eu tomo partido, tomo o partido
da bicicleta, do seu uso em todas as vertentes, do seu uso em prol de
um mundo melhor. A L’eroica, a sua beleza, tudo o que a rodeia, o
humanismo que representa acaba por ser o expoente máximo do que a
bicicleta representa para mim. Tudo isto reflete apenas uma opinião e uma
experiencia pessoal.

Final comment:

This article about L'eroica is done in an emotional way. This is nota blog of pure journalism. Here I take sides, I take the side ofthe use of bicycle, its use in all its aspects, its use for thea better world. L'Eroica, its beauty, everything that surrounds it, the humanism that it represent, all this  turns out to be the ultimate exponent of what the bicycle represents to me. All this reflects an opinion and a personal experience.

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Agradecimentos sinceros e especiais: Á organização da  L´EROICA por todo o apoio e amabilidade. Pela incrível maneira como nos receberam  e pela hospitalidade. Especialmente á  ANGELA TOWAY que é de uma amabilidade e de uma eficiência sem limites. Muito obrigado também ao  WILLY MOLONIA que é já um amigo. Muito obrigado também a duas novas amigas, a ALEXANDRA ORTENZI E Á FRANCISCA GUTIERREZ que tão simpáticas foram e tanto ajudaram.. Por fim muito obrigado á empresa GAUDENZI, grandes especialistas de ciclismo de época pelo empréstimo da bicicleta e ao meu grande companheiro de viagem SALVADOR que tanto ajudou também. Sem ele muito provavelmente não teria chegado ao destino. Muito obrigado de coração a todos.

Sincere and special thanks: to the organization of l'Eroica for all the support and kindness. the incredible way we were received and by the hospitality. Especially Angela Toway's amiability and an efficiency are without limits. Many thanks also to Willy Molonia who is already a friend. My thank you also to two new friends, Alexandra Ortenzi and Francisca Gutierrez, who were so nice and helped me so much. Finally thank you very much to Gaudenzi company, great specialists in époque cycling for the bicycle loan and to my great traveling companion Salvador who helped so much and  without him I probably would not have reached the destination. My heartfelt thank you for everyone.

Video oficial L'Eroica 2017